SEC investe para melhor servir

O trabalhador que necessita de algum tipo de apoio, seja porque ganha mal, foi demitido ou está tendo seus direitos desrespeitados, encontra no SEC toda a assistência de que precisa. “Nós esclarecemos as dúvidas, encaminhamos e, se for o caso, vamos até a empresa saber o que está ocorrendo”, afirma a diretora de Homologações, Marli das Mercês de Freitas. “Avançamos muito na assistência ao comerciário e nossa idéia é melhorar ainda mais”, completa. Marli das Mercês lembra que o Departamento Jurídico foi ampliado e informatizado, permitindo uma resposta mais ágil às demandas dos trabalhadores. Segundo ela, o SEC tem também investido na qualificação de seus advogados, financiando cursos e  adquirindo tudo o que há de novo na área jurídica, para que se aprimorem e estejam sempre atualizados.

Os comerciários demitidos são orientados a fazer cursos de reciclagem e encaminhados à Agência de Emprego, que funciona dentro do próprio Sindicato. “Alguns chegam aqui sem a mínima noção de seus direitos básicos e sem qualquer perspectiva de trabalho. Procuramos orientá-los da melhor forma possível”, informa a diretora.

 

Desemprego

A crise de desemprego que atinge o país não tem poupado o comércio. De acordo com Marli das Mercês, empresas que tinham 20, 30 empregados, estão reduzindo o quadro à metade. “O comércio, antes, era uma opção, a regra três para o trabalhador. Quando demitido, procurava emprego no comércio. Agora isso não está acontecendo mais”.

A diretora de homologações credita parte do problema à informatização, adotada sobretudo pelas grandes empresas, como as vendas por telemarketing e pela Internet. “O vendedor que fica o dia inteiro em pé nas lojas, no contato direto com o consumidor, está perdendo espaço. O pior, segundo Marli das Mercês, é que junto à informatização vem a precarização nas relações de trabalho. A sindicalista comenta que o vendedor de telemarketing ganha pouco, tem um salário fixo mas não recebe comissão. “Ele não deve aceitar esta situação e tem que lutar por melhores salários”, aconselha.

A mesma ressalta, ainda, o poder de persuasão que o vendedor tem quando no contato direto com o cliente, movimentando o comércio. “O consumidor sempre entra na loja para comprar apenas um produto, mas convencido pelo vendedor, acaba levando bem mais. Nas vendas por Internet ou telemarketing isso não acontece, porque a relação é interpessoal, é fria”, comenta. 

Toda essa situação, entretanto, não tira o ânimo de Marli das Mercês. Segundo ela, se todos estiverem cientes de seus direitos e se unirem, é possível vislumbrar dias melhores. Para isso, o SEC vem empenhando todos os seus esforços, no sentido de mobilizar e organizar a categoria.

Fevereiro/2002