Comerciários trabalham como faxineiros
Em visitas surpresas, os diretores do SEC têm constatado, com pesar e constrangimento, abuso dos patrões para com os funcionários, em especial, no que tange ao desvio de função. Várias vendedoras e balconistas, muitas vezes uniformizadas, têm trabalhado também como faxineiras.
Desta vez, a irregularidade foi constatada pelo diretor da Região Metropolitana de Belo Horizonte, Júlio Augusto Gonçalves, nas Lojas Rainha. As funcionárias foram veementes em suas denúncias e pediram ao Sindicato providências urgentes para coibir tal absurdo.
O diretor já alertou os proprietários para que contratem, o mais rápido possível, empregados específicos para a faxina das lojas, legalizando, assim, a situação das comerciárias em desvio irregular de função. Caso isso não ocorra, avisa Júlio Gonçalves, outras providências serão adotadas pelo SEC, para fazer valer os direitos da categoria.
Desconto Ilegal
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A história se repete. Na recente greve dos
rodoviários de Belo Horizonte e Região Metropolitana, diversos comerciários não
tiveram condições de chegar ao local de trabalho, em função da falta de transporte.
Arbitrariamente, algumas lojas estão descontando dos salários dos trabalhadores, os
atrasos e faltas ocorridas. O Departamento Jurídico do SEC afirma que o desconto é
injusto e contraria a lei. Segundo a diretora de Assuntos Jurídicos, Marly das Mercês de Freitas, o desconto só pode ser efetuado se a falta for por motivos pessoais e particulares, o que não é o caso. Trata-se de falta justificada, fundada no conceito de força maior e inerente a fato público e notório, esclarece. |
De acordo com Marly, os trabalhadores estão protegidos pela CLT e, se estiverem sendo lesados, devem denunciar ao SEC, para que sejam tomadas as providências cabíveis. Ninguém deve se calar ou se submeter a esta situação. Se o patrão não quer que o funcionário falte ao serviço, que dê dinheiro para que pegue um taxi. Com o salário irrisório, não há como o empregado bancar a despesa do próprio bolso, afirma. O Departamento Jurídico se coloca à disposição dos filiados para quaisquer esclarecimentos sobre a questão. |
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Trabalho Insalubre
Funcionários da Loja Nova Brasília, com entradas pela Rua Guarani e Av. Paraná, estão sendo submetidos a condições precárias de trabalho, muitos deles desviados de função, executando tarefas para as quais não foram contratados. As irregularidades foram constatadas pelos diretores do SEC, Júlio Augusto Gonçalves e Marly das Mercês de Freitas. Eles presenciaram funcionários lavando a loja, descalços, com água fria, às 8 horas da manhã, em dia de chuva. Isso é uma covardia com o trabalhador, ressalta o diretor Júlio. Ele comenta que tem também recebido reclamações sobre as péssimas condições de higiene do refeitório daquela loja e informa que o Sindicato está averiguando as denúncias para que sejam tomadas as devidas providências.
À espera de justiça
O SEC está programando uma nova viagem do presidente Vanderlei Teixeira e dos diretores João Pedro Periard e Carlos Alberto da Silva às cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, onde tentarão, mais uma vez, resolver a situação dos 104 funcionários da Mesbla de Belo Horizonte, sumariamente demitidos em 1999, após a decretação da falência da empresa. Passados três anos, apesar de decisão judicial e dos inúmeros esforços empreendidos pelo SEC, estes funcionários ainda não conseguiram receber os salários atrasados e nem as indenizações trabalhistas. A falta de pagamento colocou os ex-empregados da Mesbla em sérias dificuldades financeiras, passando até necessidades. O Sindicato promete não descansar, enquanto não conseguir que todos recebam aquilo que têm direito. Nesta próxima viagem ao Rio e a São Paulo, o presidente e os diretores irão protocolar novas ações jurídicas para forçar os administradores da massa falida a quitar o débito com os trabalhadores. |
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| Dono da Mesbla vai muito bem, obrigado Segundo levantamento apresentado pelo ex-empregado da Mesbla e diretor do SEC, José de Freitas, com acompanhamento do Departamento Jurídico do Sindicato, a falência das Redes Mesbla e Mappin foi um dos grandes escândalos do Brasil, nos últimos tempos. Seu controlador, o empresário Ricardo Mansur, conhecido como o rei da extravagância, conseguiu levar as empresas à bancarrota, deixando no prejuízo funcionários, acionistas e fornecedores. Com inúmeros protestos nas costas, Mansur teve prisão preventiva decretada, por duas vezes, depois que a justiça constatou gestão fraudulenta e desvio de recursos. Se refugiou em Londres, na Inglaterra, para escapar da cadeia. De volta ao País, chegou a ser preso por alguns dias: em outubro de 2000 e agosto de 2001, tendo sido, nas duas ocasiões, logo liberado. Hoje, o empresário está instalado confortavelmente em uma de suas mansões no bairro do Morumbi, em São Paulo, como se nada tivesse acontecido. Os administradores da massa falida, Eduardo Rodrigues Neto e Aníbal Faria Afonso, se escondem sem dar qualquer satisfação. Os funcionários, enquanto isso, aguardam que justiça seja feita. |
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2002 |