Dia do Trabalho e Desemprego
O 1º de maio, Dia do Trabalho, deixou de ser uma data de comemoração. Transformou-se em dia de protesto e de reivindicação dos trabalhadores em todo o mundo. Segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho ( OIT), a cada minuto, três trabalhadores no mundo são vítimas de condições penosas de trabalho. Anualmente, cerca de 2,3 milhões de trabalhadores morrem por causa de acidentes e doenças do trabalho. Dentre essas vítimas 12 mil são crianças. Essas mortes representam mais do que o dobro das ocorridas em guerras e epidemias como a Aids. No Brasil, infelizmente, ainda sustentamos o recorde de uma das nações campeãs mundias em doenças profissionais e acidentes de trabalho. Esse quadro, entretanto, começa a dar os primeiros sinais de mudança. A sociedade justa que todos nós trabalhadores almejamos é possível, e já começa a se esboçar no país. As Reformas Tributária, Trabalhista, Sindical e da Previdência, propostas pelo atual governo, têm por objetivo corrigir estas distorções sociais, arraigadas na sociedade brasileira. Não será uma tarefa fácil, mas, pelo simples fato de ser proposta, já indica desejo de mudança, que é o início de transformação, para que no futuro- e esperamos que seja próximo- o Brasil conviva, de fato, com a justiça social. É tarefa de cada um de nós, dos sindicatos e de toda a sociedade organizada, lutar para que estas transformações se concretizem.
Em encontro com lideranças sindicais, representantes das centrais e o presidente Lula, em São Paulo, no dia 14 de abril último, ocasião que representei os comerciários mineiros, pude constatar a força de empenho do presidente em promover estas reformas, que propiciarão o início de novos tempos. É desejo do presidente Lula recuperar, em 4 anos, o poder de compra do salário mínimo e do salário dos inativos, além das outras reformas previstas que, por enquanto, são propostas a serem discutidas. É evidente que o país precisa mudar. O desemprego atinge estatísticas alarmantes, os salários estão achatados, as negociações salariais difíceis e, nós comerciários, ainda convivemos com a ameaça do trabalho aos domingos.
O Sindicato dos Comerciários - que participa do Fórum Mineiro de Desenvolvimento Econômico e Social- acredita que, através do debate tripartite, envolvendo os trabalhadores, empresários e o governo, sairão propostas viáveis à retomada do crescimento econômico e social de que o país tanto precisa. Por outro lado, nós trabalhadores, não podemos deixar de considerar conquistas históricas e benefícios conseguidos com muito suor e luta e que hoje são garantidos pela Constituição.
É anseio de todo trabalhador viver em um país melhor, com mais empregos e salários justos, para que possamos, de fato, comemorar o dia 1º de maio, com justiça social e trabalho para todos.
Maio/2003 |