Retomada discussão sobre trabalho aos domingos
De forma lamentável, assistimos a Prefeitura e a Câmara Municipal de Belo Horizonte ressuscitarem um assunto que, para nós, já é fato encerrado: a abertura do comércio aos domingos. Esta possibilidade voltou a ser levantada durante as discussões sobre o Código de Postura da cidade, em tramitação no legislativo municipal. O SEC sempre foi e continuará sendo radicalmente contrário à medida, por acreditar que a mesma não trás nenhuma vantagem ao trabalhador e, ao contrário do que afirmam, não gera emprego. Vale lembrar que o comerciário não receberá hora-extra e nem terá acesso a qualquer outro direito trabalhista específico, já que o domingo passará a ser considerado um dia normal de trabalho.
Há que se ressaltar, ainda, que a maioria dos comerciários só dispõe do domingo para ficar junto aos filhos, almoçar com a família, cumprir suas obrigações religiosas e ter um pouco de lazer. Este descanso, além de merecido, é necessário para que o comerciário recarregue as energias e inicie a segunda-feira com ânimo redobrado, em condições de atender bem o cliente e produzir mais. O SEC já esteve na Câmara Municipal para demonstrar seu descontentamento e fará de tudo para barrar a aprovação da medida, que só interessa a alguns empresários gananciosos, acostumados a lucrar em cima da exploração do trabalhador.
Aproveitamos este espaço para anunciar aos comerciários algumas ações importantes desenvolvidas pelo Sindicato, como a conclusão da compra de um terreno em Venda Nova, onde, em breve, funcionará uma nova sede do SEC, com todos os recursos disponíveis na sede central, da Rua Tupinambás. Estamos, agora, caminhando para adquirir um ônibus chamado Saúde sobre Roda. Trata-se de um projeto inovador. Dotado de consultórios médico e odontológico, o ônibus percorrerá as cidades representadas pelo Sindicato, na Região Metropolitana, para prestar atendimento aos trabalhadores que têm dificuldades de se locomover até o centro da capital.
Também consideramos extremamente positivas as negociações com a classe patronal, acerca da nossa data-base. Conseguimos, junto aos empresários, o reajuste salarial de 9,57%. Pode não ser muito ou o que merecemos, mas o índice repõe toda a inflação acumulada do ano, zerando nossas perdas. Para o vendedor comissionista, conseguimos elevar a garantia-mínima mensal de R$280,00 para R$ 313,00, o que corresponde a um reajuste de 11,5%.
Paralelamente, estamos dando continuidade às
ações já iniciadas, como os cursos de qualificação, com planos de ampliá-los ainda
mais neste ano. Como se vê, não poupamos esforços para garantir o melhor para nossa
categoria, até porque este é o nosso papel. Trabalhamos com transparência e
dedicação, visando levar conforto e comodidade aos nossos associados.
Maio/2002 |