Eleições 2002

Em outubro próximo, os brasileiros voltam às urnas para eleger o novo presidente da República, governador, senadores, deputados federais e estaduais. Embora muitas pessoas considerem a política uma “chatice”, a participação no processo eleitoral é importante porque caberá aos eleitos definir os destinos do País. Omitir-se é permitir que pessoas sem escrúpulos e sem compromisso com os interesses do povo cheguem ou se perpetuem no poder.

“Voto não tem preço, tem conseqüência”, afirma um dos trechos da cartilha Eleições 2002 – Propostas para reflexão, lançada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). O documento pretende conscientizar não somente os católicos, mas todos os cidadãos, da sua responsabilidade de votar e votar bem. “A transformação rumo a uma sociedade justa é um processo contínuo, que exige profundas mudanças culturais e implica a participação de todos. As eleições dos dirigentes políticos são etapas que podem fazer avançar decisivamente este processo”, diz um outro trecho da cartilha.

No documento, a Igreja Católica não indica nomes e nem partidos, mas dá dicas sobre o que considera o candidato ideal. A orientação é para que a escolha do candidato se faça a partir do seu programa, do seu respeito ao pluralismo cultural e religioso, do comportamento ético e suas qualidades (como honestidade, competência, liderança, transparência, vontade de servir ao bem comum...), e, ainda, do compromisso com a justiça e com a causa dos marginalizados.

A Associação Evangélica Brasileira, da mesma forma preocupada em orientar os eleitores, também lançou o Decálogo Evangélico do Voto Ético. O décimo mandamento do decálogo diz: “nenhum eleitor evangélico deve se sentir culpado por ter opinião política diferente de seu pastor ou líder espiritual. O pastor deve ser obedecido em tudo aquilo que ensina sobre a palavra de Deus. No entanto, no âmbito político-partidário, a opinião do pastor deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão, e não como uma profecia divina”. Segundo o pastor Ariovaldo Ramos, um dos organizadores do projeto, é lamentável e injustificável, do ponto de vista da Bíblia, que um pastor favoreça este ou aquele candidato, influenciando o voto dos fiéis.

Portanto, você eleitor, deve ficar atento a todas essas informações e orientações e, somente depois de uma análise criteriosa, fazer a sua escolha.

Agosto/2002