Centrais sindicais propõem greve geral
A CGT, da qual o SEC é filiado, e outras centrais sindicais planejam uma grande greve para um dia de março - data a ser definida -, em protesto contra o projeto do governo que altera o artigo 618 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). As centrais sindicais estão conclamando todos os sindicatos, confederações e demais entidades representativas para que convoquem seus trabalhadores. A idéia é que milhares de brasileiros ocupem as ruas de todas as capitais e demais cidades do país.
O projeto será votado no Senado Federal no mês que vem. Por ele, tudo o que for acordado entre sindicatos patronais e trabalhadores prevalecerá sobre o que está em lei. A matéria, apesar dos inúmeros protestos, já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, no final do ano passado, e depende, agora, do aval dos senadores.
O SEC, a exemplo de outras entidades sindicais, manifesta preocupação com o assunto. Para o diretor da Região Metropolitana, Ubaldo Guilherme Chagas, o que o governo pretende mesmo é eliminar todas as garantias previstas na CLT e na Constituição.Os trabalhadores já encontraram grandes dificuldades para que os patrões respeitem o que está previsto em lei. Imaginem se tiverem que negociar tudo novamente. Na avaliação de Chagas, será um verdadeiro caos, com os empregados podendo perder direitos já conquistados ao longo dos anos, como piso salarial, hora extra, licença maternidade, estabilidade da gestante, décimo terceiro salário (já que existe proposta de parcelamento em doze meses), aviso prévio, entre outros.
Com a nova legislação, de acordo com o diretor do SEC, todos estes direitos teriam que ser reconquistados. Ubaldo ressalta que nem todos os sindicatos têm força de pressão e muitos trabalhadores nem sindicatos representativos possuem. O diretor convoca todos os companheiros comerciários a engajarem na luta para que o famigerado projeto do governo não saia do papel.

Fevereiro/2002 |