Mulheres superam barreiras

As mulheres são  hoje maioria   populacional e representam cerca de 40% da força de trabalho no Brasil. Apesar das conquistas, há ainda muitas barreiras a vencer. O dito “sexo frágil” tem superado os homens no que diz respeito ao grau de instrução e, se considerarmos que as brasileiras passaram a ter acesso à educação formal, há 120 anos, ao direito de voto há 66 e à igualdade plena constitucional há apenas 12 anos, a evolução da mulher, no cenário nacional,  foi bastante significativa. Os dados constam do censo do IBGE e são referentes a 2000.

 

Apesar destas conquistas, há pontos que evidenciam considerável desigualdade em relação aos homens, a exemplo da defasagem salarial.  As mulheres ganham,  muitas vezes desenvolvendo a mesma tarefa, menos que os homens. Outro problema diz respeito à baixa representatividade em postos decisórios na vida pública, especialmente na política e na iniciativa privada.

Porém, a luta dessas guerreiras remonta os primórdios, já que a contribuição das mulheres para o desenvolvimento social e econômico é desde sempre. A realidade não condiz com a história, uma vez que, no Brasil, só a partir da década de 40, os censos passaram a investigar a participação do sexo feminino no mercado de trabalho.

Hoje, as mulheres estão se projetando cada vez mais e, independente do trabalho que desempenham, em diversos segmentos, o sexo feminino empurra o Brasil para a frente, para o desenvolvimento e crescimento.

 

Toda esta trajetória retrata a força e a garra das mulheres, que as levam a enfrentar, diariamente, uma jornada dupla de trabalho – no lar e no emprego. Elas têm uma expressiva habilidade no trato com as pessoas e colocam uma pitada de sentimento em tudo que fazem. Este diferencial é significativo e, ao que tudo indica, apesar dos enormes desafios que as mulheres têm a trilhar, o sexo feminino sonha e almeja construir um mundo mais humano e social para se viver, pautado na igualdade, dignidade no mercado de trabalho e justiça social para todos.

 

 Parabéns

O SEC, através de sua diretoria, cumprimenta a todas as mulheres comerciárias, desejando paz, muito sucesso e conquistas no seu dia a dia.

Como já é de praxe, o Sindicato comemora o Dia Internacional da Mulher, com uma festa de confraternização e com sorteio de brindes para as trabalhadoras. Este ano, a programação foi a seguinte: dia 3 de março, hora dançante, de 13 às 17h, no Clube Recreativo Recanto dos Comerciários. Dia 7, missa solene no auditório do SEC. E, encerrando a programação, dia 8, a festa no Restaurante do Sindicato.

A coordenação das comemorações foi dos diretores de Assuntos Previdenciários, Sebbe Conegundes, e Social, José Ribeiro de Paula.

 

Ligadas às questões políticas em voga no cenário nacional, as mulheres também estão, neste momento, atentas à questão da flexibilização da CLT. Elas se revelam preocupadas com a perda de direitos e temem, por exemplo, o fim ou alteração na licença maternidade, que hoje é de 120 dias. É o que revelam em depoimentos:

“É triste dizer mas, a cada dia, há menos o que comemorar porque as dificuldades estão aumentando. A felicidade é a luta diária, a alegria que os filhos nos transmitem. Sempre fomos muito cobradas no trabalho, mas hoje somos muito mais, sob a ameaça de perder o emprego. Vejo de uma forma negativa o projeto que flexibiliza a CLT, principalmente no que diz respeito à licença maternidade. Tirar esse direito da mãe e do filho é terrível. Se é para mexer em alguma coisa, que seja para melhorar”.

Denise Araújo P. Carvalho

“A mulher ainda é muito discriminada, começando pelos próprios políticos.  Muitas vezes são vetadas nos cargos importantes da política, seja sindical ou partidário, porque costumam ser mais corretas que os homens e não aceitam conchavos. Em relação às mudanças que estão propondo na CLT , vejo como sendo um atraso muito grande. Eles, os dirigentes, costumam comparar o Brasil a outros países, afirmando que nestes  não existe licença maternidade. Só que se esquecem que as mulheres lá  ganham em dólar e por hora. Se é para comparar,  porque também não nos pagam em dólar, ou então, me-lhoram nossa remuneração?”

Isa Maria Leite Rabelo Vilela

“Uma das principais conquistas da mulher é sua presença cada vez mais crescente no mercado de trabalho, o que era impensável tempos atrás. Mas, por outro lado, ainda somos discriminadas e temos uma  remuneração inferior a dos  colegas homens. Me preocupa as mudanças que o governo quer fazer na CLT. Se modificarem a licença maternidade, como vamos deixar um bebê em casa para trabalhar? É muito importante que nossos filhos tenham uma atenção especial nos primeiros meses de vida”.

Aline Cristina F. Jardim

 

Palavra de Mulher!

“Um dia disseram que eu deveria me calar e apenas sorrir, porque o meu sorriso bastava.
Enjaularam-me numa prisão de grades de cristal,
Cercada de conforto e alienação.

E estranharam que não fosse feliz.
A paga pelo meu trabalho sempre foi simbólica e menor.
E me pediram para continuar sorrindo e servil.
Provei que penso com razão e sensibilidade e comecei a reagir. Assustaram-se.
Hoje, não totalmente livre, como gostaria,
Mas suficientemente forte para enfrentar a liberdade.
Já não me prendem, porque resisto.

Já não concordo, contesto.
Luto pelo reconhecimento do meu valor.
Sou tão meiga e feroz quanto me exigem.
Experimento o gosto da criatividade e do sucesso,
E eles não vêm apenas da cozinha.

Fui à luta e respiro vida.
Para quem não acreditava, ainda sorrio.
Mas é por felicidade.
Palavra de Mulher!”

(Autora Desconhecida)

 

 "Que as mulheres continuem com a coragem e a garra tão peculiares ao sexo, e que nunca desanimem porque Deus é grande. Por outro lado, gostaria que o presidente FHC aproveitasse a data e, em homenagem às mulheres, que vêm contribuindo para o crescimento do País, mantivesse os direitos consolidados na CLT."

Congundes Sebbe

Março/2002