Creche para os filhos das comerciárias

21/10/2016

Esta é uma bandeira histórica do nosso Sindicato, das mulheres trabalhadoras no comércio e das mães trabalhadoras de um modo geral.

Grandes lojas e shopping centers oferecem alternativas e facilidades para as mães consumidoras, como espaços de lazer para seus filhos, com monitores, berçários e a estrutura necessária para que, enquanto elas estiverem consumindo, seus filhos recebam todos os cuidados.

Enquanto isso, onde estão os filhos das comerciárias?

As trabalhadoras no comércio têm de acordar mais cedo e muitas vezes fazer longos deslocamentos para deixar seus filhos e filhas em creches ou escolas ou precisam contar com a ajuda de parentes ou com a solidariedade de amigos para cuidar de seus filhos. Devido a grande fila de espera na rede pública, resta a opção de matriculá-los em creches ou escolas da rede privada ou ainda ter que contratar babás.

É uma situação angustiante para os pais e mães trabalhadores no comércio. Trabalhar dia após dia tendo a preocupação sobre os cuidados e educação de seus filhos.

Sobre essa questão, entrevistamos Conegundes Sebbe Lopes Pacheco, diretora de Cultura e Lazer do Sindicato dos Comerciários de Belo Horizonte e Região. 

“Uma parcela considerável de comerciárias da Capital e Região não têm com quem deixar os filhos pequenos para trabalhar e necessitam de creches. Durante muito tempo o Sindicato dos Comerciários ofereceu o Bolsa Creche, em convênio com o SESC, que garantia uma ajuda de 15% do valor do salário mínimo para que a mãe pudesse manter o filho na creche até completar a idade de 4 anos. Infelizmente, o SESC cancelou o convênio, o que criou sérios problemas para a mãe comerciária que não tem com quem deixar os filhos, pois o salário que recebe não permite que ela pague uma creche”.

Segundo ela, o corte da Bolsa Creche pelo SESC prejudicou muito a trabalhadora e mãe comerciária, que tem de pagar outra pessoa  para olhar o filho enquanto trabalha, já que as creches existentes ou são muito caras ou não dispõem de vagas  para todas as crianças.

“Esperamos que o novo prefeito eleito de Belo Horizonte tome alguma providência nesse sentido, criando creches municipais para a população carente, cadastrando as mães  que realmente necessitam desse serviço. Só a estrutura municipal pode prestar  atendimento integral  às crianças com pedagogas, psicólogas e nutricionistas”, ressaltou a diretora. 

Fonte: Bic 466 - Outubro/2016