Demissões aumentam no comércio

07/08/2015

A crise econômica gerada pelo governo, com a combinação de juros altos, inflação descontrolada e desemprego afeta diretamente o comércio varejista na capital mineira. Conforme levantamento divulgado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), houve redução de 2.97% nas vendas de janeiro a maio deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Foi o pior resultado desde 2007. Um dado significativo da pesquisa registra queda de venda no setor de cosméticos, que jamais registrou retração.

Com isso, aumentaram as demissões de comerciários. O Departamento de Homologações do Sindicato registrou 2.932 homologações em junho, média de 124 homologações por dia. Esses percentuais tendem a aumentar, já que os empregados com menos de um ano de casa fazem o acerto na própria empresa, e não no Sindicato. 

Com o endividamento, o consumidor de Belo Horizonte reduziu as compras e quando as vendas caem os patrões reduzem os custos com demissões de trabalhadores. Foram fechados mais de 20 mil postos de trabalho em Minas Gerais, sendo mais de 5 mil só na capital. Houve diminuição também da oferta de novos postos de trabalho, o que aumentou o número de desempregados. Alguns lojistas tentam driblar a situação com promoções e parcelamentos das compras, mas, a maioria prefere demitir.

O Programa de Proteção ao Emprego, lançado pelo governo, não é solução para o desemprego, é uma alternativa à garantia do vínculo empregatício, um paliativo. Um país como o Brasil não deveria discutir manutenção de empregos, mas criar novos e melhorar a qualidade dos que existem.

Fonte: Bic 461