Em defesa dos direitos e da livre organização dos trabalhadores

18/12/2018

Ao longo do último século, os trabalhadores brasileiros lutaram sem cessar contra a exploração e a opressão, pela conquista e em defesa de direitos.


A jornada de trabalho de 8 horas, o 13º salário, as regulamentações das profissões, horários de descanso, licença-maternidade e paternidade, normas regulamentadoras para o ambiente de trabalho, férias, aposentadoria, entre inúmeros outros direitos, foram todos conquistados através de décadas de lutas, mobilizações, greves que custaram a liberdade e até mesmo a vida de trabalhadores e trabalhadoras.

Nos últimos anos, o movimento sindical e os trabalhadores de um modo geral têm enfrentado constantes e cada vez mais graves ataques a estes direitos.

Desde os primeiros do governo Lula já se falava em “modernizar” a CLT e “flexibilizar” direitos, “dar mais espaço às negociações entre trabalhadores e patrões”, etc. Durante os governos de Lula e Dilma, os trabalhadores enfrentaram constantes ataques através de medidas que ampliaram a precarização das condições de trabalho e dificultaram a aplicação das leis trabalhistas. Disseminou-se a terceirização em todos os setores produtivos.

O movimento sindical e popular se levantaram inúmeras vezes fazendo denúncias contra estes ataques e promovendo mobilizações em defesa dos direitos dos trabalhadores, contra as “reformas”.

O governo Temer, através das mais espúrias negociatas e lobby no Congresso Nacional, impôs a “reforma trabalhista” (lei 13.467/17), que em um só golpe soterrou a CLT e provocou um retrocesso de quase um século nas relações e condições de trabalho em nosso país.

Como temos afirmado, para o futuro, a única certeza que temos é que haverá luta, muita luta. O governo eleito, que sequer tomou posse, já articula a “reforma” da previdência e todas as medidas apresentadas para uma saída da crise visam o corte de direitos dos trabalhadores.

Os trabalhadores brasileiros enfrentam as piores condições de trabalho e salário, têm seus direitos retirados, são alvos das mais brutais medidas como as “reformas” trabalhista e da previdência e o novo golpe anunciado é a extinção do Ministério do Trabalho. Se antes já era precária a fiscalização das condições de trabalho no Brasil, agora ela vai ser eliminada.

O movimento sindical tem uma responsabilidade enorme em mãos. É preciso levantar uma grande mobilização nacional contra as reformas e em defesa dos direitos e da organização dos trabalhadores.

O Sindicato dos Comerciários de Belo Horizonte e Região convoca nossa grande categoria para nos mantermos unidos e organizados e para nos levantarmos junto dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o país nessa luta.