Firmes na luta contra a

27/11/2017

A "reforma" trabalhista, cujo conteúdo passou a ser aplicado por governo e patrões a partir do dia 11 de novembro, é o mais brutal ataque aos direitos do trabalhador. É um retrocesso absurdo que o movimento sindical e os trabalhadores não devem aceitar e devem lutar com todas as forças contra a sua aplicação.

Ao longo dos anos, usando discurso de "flexibilização" e "modernização", os governos e os patrões só retiram direitos, impõem o arrocho e a precarização.

A "reforma" trabalhista "rasga a CLT" literalmente.

No Comércio, ela legaliza o "bico" e impõe a remuneração por hora aos comerciários, que ficam a mercê da ganância das grandes redes.

Ela determina a prevalência do negociado sobre o legislado, ou seja, o que antes a lei estabelecia e devia ser respeitado nos acordos coletivos entre patrões e empregados como questões pétreas agora deixa de ter valor e a cada ano, trabalhadores e patrões terão de "negociar" ponto por ponto das Convenções Coletivas de Trabalho.

Ela determina a ampliação dos contratos temporários, aumentando ainda mais a precarização do trabalho.

Ela "flexibiliza" as jornadas de trabalho, deixando-as em aberto e sujeita a critérios dos patrões segundo sua vontade e demanda, sem levar em conta as condições e interesses dos trabalhadores. Altera o conceito de "tempo a disposição" para a atividade produtiva.

A "reforma" trabalhista traz embutida uma "reforma" sindical danosa. Ela põe fim a contribuição sindical como ela era estabelecida com o objetivo diminuir e estrangular essa forma de financiamento dos sindicatos pelos trabalhadores e com isso enfraquecer a sua organização e resistência.

A "reforma" trabalhista não gerará mais empregos, mas ampliará absurdamente o número de subempregados, sem direitos e superexplorados.

Ela legaliza as terceirizações, o que deixa os trabalhadores ainda mais isolados e desprotegidos.

A posição do Sindicato dos Comerciários é de que devemos enfrentar com firmeza a situação.

O fato do texto da "reforma" ter sido aprovado pelo Congresso não o torna legítimo ou legal. Vamos defender as conquistas históricas dos trabalhadores! Vamos seguir denunciando e resistindo de todas as formas junto as bases para impedir a aplicação dessa "reforma".

Vamos lutar até que todas as medidas que prejudicam os interesses dos trabalhadores sejam revogadas!

Fonte: Bic 470 - Novembro/2017