G20 está determinado a promover o emprego e o crescimento mundial

22/09/2014

Os ministros das Finanças dos países do G20 afirmaram neste sábado (20) na Austrália que estão determinados a estimular o emprego e o crescimento mundial, em um momento de crise.

Reunidos em Cairns, na costa leste australiana, durante dois dias, os ministros e presidentes dos Bancos Centrais dos países membros do G20 pretendem examinar a meta de crescimento para os próximos cinco anos e medidas de luta contra a fraude fiscal.

“Estamos determinados a fazer um mundo melhor, a desenvolver o crescimento da economia mundial, criar mais empregos e empregos mais bem remunerados, construir infraestrutura que permita às crianças ter acesso a uma água de melhor qualidade, uma educação e atendimento médico”, declarou o ministro da Economia australiano, Joe Hockey, na abertura dos debates.

A Austrália preside temporariamente o G20, o grupo de países mais desenvolvidos, cujos chefes de Estado e de Governo se reunirão em novembro em Brisbane, também na costa leste australiana.

“Não tenho nenhuma dúvida de que teremos a oportunidade de mudar o destino da economia do mundo nestas reuniões”, disse Hockey.

Mas as boas intenções podem ser comprometidas pela meses, em particular na Eurozona e nos países emergentes, como o Brasil, e ameaça a meta de crescimento anunciada pelos ministros das Finanças do G20 na reunião de fevereiro em Sydney.

Os ministros estabeleceram o objetivo de crescer 2% adicionais do Produto Interno Bruto (PIB) dos países do G20 até 2019, o que em termos reais representa dois trilhões de dólares a mais na economia.

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) constatou uma desaceleração das grandes economias mundiais e reduziu em 0,4% a previsão de crescimento do PIB para a Eurozona, que agora passa a 0,8%, com o pano de fundo dos riscos geopolíticos e financeiros na Ucrânia e Oriente Médio.

O secretário-geral da OCDE, Angel Gurria, entregou ao G20 um projeto no qual defende mudanças radicais nas normas fiscais para lutar contra as sofisticadas estratégias fiscais de certas empresas para evitar os impostos.

As recomendações da OCDE têm como objetivo “combater energicamente as práticas que permitem reduzir o pagamento de impostos e transferir artificialmente lucros de empresas para países com controles fiscais frágeis ou nulo”, disse Gurría.

A OCDE apresentou recomendações extremamente técnicas para evitar as práticas, com maior rigor na fiscalização.

Além do crescimento e do combate às fraudes fiscais, os ministros das Finanças também devem debater as políticas monetárias, no momento em que os países emergentes do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) passam por momentos de dificuldade.

Fonte: Site G1