Seminário discute Negociação Coletiva de Trabalho

01/05/2015

Os reflexos do crescimento baixo do PIB nacional, a perspectiva da elevação da inflação, o crescente déficit nas transações correntes e a desindustrialização, certamente vão influir nas negociações coletivas de trabalho em 2015 para todos os trabalhadores brasileiros. Com os comerciários não será diferente, afirmou o supervisor técnico do escritório regional do DIEESE em Minas Gerais, Fernando Ferreira Duarte, na abertura do Seminário “A Negociação Coletiva de Trabalho”, realizado pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Belo Horizonte e Região Metropolitana, dia 8 de fevereiro no Royal Hotel.

O economista explicou todos os passos de uma negociação coletiva, como ela deve ser feita, os conflitos e a melhor maneira de conduzi-la, visando o interesse do grupo social envolvido.

Segundo ele, cada negociação tem um ciclo que envolve a preparação, a mesa de negociação, a redação do acordo, a avaliação e o monitoramento.  Lembrou que a negociação coletiva não afeta só os interesses de indivíduos, mas, de grupos sociais, o que aumenta a questão da legitimidade e representatividade das partes que negociam. Por isso, se torna uma tomada de decisão difícil, que deve ser muito bem preparada por seus negociadores.

Como prática, os participantes do seminário realizaram uma dinâmica de grupo sob a supervisão do consultor de empresas Ronaldo Cirqueira, onde tiveram a oportunidade de simulação de uma negociação coletiva entre empregados e patrões.
Segundo o presidente do SECBHRM, José Cloves Rodrigues, o encontro que reuniu mais de 80 sindicalistas efetivos e da base serviu de preparação para as futuras negociações. “Esse treinamento faz parte de uma série de outros programados pelo Sindicato, para possibilitar melhor preparo à diretoria,  principalmente aos diretores de base. A meta é dar maior conhecimento e capacidade de gestão para as próximas negociações coletivas, trazendo uma noção bem próxima da realidade e das dificuldades da relação entre empregados e patrões na época da data-base”, finalizou.

Fonte: Bic 460