SEC - um patrimônio crescente em prol do comerciário
Quando assumimos a diretoria de Patrimônio do SEC foi com o propósito de organizar, controlar e zelar pelo patrimônio, e não vamos medir esforços para atingir este objetivo. A afirmação é do diretor Carlos Alberto da Silva, ao falar sobre suas metas e ações. Ele ressalta que o Sindicato, fundado há quase 77 anos, passou por muitas dificuldades, sofrendo até perseguições nos anos 60. Mas, mesmo assim, nunca se deixou abater e o patrimônio da Entidade continuou crescendo.
Resgatando a memória do SEC, Carlos Alberto lembra do prédio de dois andares adquirido na Rua Guarani, em 1946. Depois, vieram as salas do Edifício Cartacho, em 1960; o 13º andar do Edifício Mesbla, em 1971; o prédio da Av. Flávio dos Santos, em 1983. Já em 1988, foi construído o restaurante, na Rua Guarani. Em 1996, veio a aquisição do prédio da Rua Tupinambás, atual sede da entidade. Mas, as conquistas não pararam por aí. Em 1998, surgiu o Clube Recanto dos Comerciários, em São José da Lapa, com 108.000m² e, em 1999, era adquirida a sede do SEC, em Contagem. Merece destaque, ainda, o Hotel em Jacareípe (ES).
Novas sedes
De acordo com o diretor, já está em fase de conclusão a compra de uma sede em Venda Nova e a meta é criar outras, em diferentes regiões de Belo Horizonte e Região Metropolitana, a exemplo do Barreiro. Segundo ele, a instalação dessas novas sedes visa levar conforto e comodidade aos comerciários.
Carlos Alberto ressalta, entretanto, que zelar pelos bens móveis e imóveis não é tarefa apenas do diretor de Patrimônio, mas de toda a diretoria, funcionários, associados e comerciários. Destaca que a participação dos diretores de base é de fundamental importância, ajudando, não apenas na organização, mas também apontando erros, omissões e promovendo soluções.
Salário e emprego
Salas, móveis, imóveis, automóveis, equipamentos médicos e odontológicos e outros são, sem dúvida alguma, essenciais para o bem estar de qualquer pessoa. Mas, o maior patrimônio do trabalhador são o emprego e o salário e, neste sentido, não se pode esquecer das convenções coletivas e da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), afirma o sindicalista.
Lamenta que o presidente Fernando Henrique Cardoso, juntamente com o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, estejam tramando para alterar a CLT. Isso é um complô contra o trabalhador brasileiro, reforça. Critica, ainda, a atitude dos presidentes das Centrais Força Sindical e da Social Democracia Sindical, que têm aparecido nas propagandas do governo, defendendo a reforma da CLT. Argumentam que será por apenas dois anos, mas é bom lembrar que a CPMF também foi imposta por prazo determinado, mas continua vigorando até hoje. O diretor de Patrimônio alerta os trabalhadores para que fiquem atentos, porque FHC e o FMI querem o fim de todos os direitos do povo brasileiro.
Faltou maior empenho do movimento sindical para derrubar o projeto na Câmara dos Deputados, mas os sindicalistas resolveram intensificar a luta e estamos quase conseguindo barrá-lo no Senado, diz. Recorda ainda que, em julho de 1994, no início do Plano Real, a dívida externa brasileira era de US$ 184 bilhões. Em outubro de 2001, era de US$ 1 trilhão, um acréscimo de 443%. Em contrapartida, o salário-mínimo subiu, no mesmo período, apenas 178%. FHC vem mantendo a política de submissão ao FMI e não podemos e nem queremos que o Brasil tenha o mesmo destino que a Argentina, hoje afundada em um profunda crise, conclui Carlos Alberto da Silva.
Abril/2002 |