Em busca da paz
O Brasil todo, hoje, não fala de outra coisa a não ser da falta de segurança, sobretudo nos grandes centros urbanos. O assunto veio à tona, com repercussão em todo o território nacional, depois que duas autoridades foram covardemente assassinadas: o prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel, e o promotor Francisco José Lins do Rêgo, em Belo Horizonte. Nunca se viu, por parte dos governos (estadual, federal e municipal), tanta mobilização para combater a criminalidade. Se as medidas anunciadas por eles surtirem efeito, aí é outra história. Mas não é de hoje que a violência vem atemorizando a população. Os trabalhadores do comércio de Belo Horizonte, por várias vezes, já sentiram na pele a tão falada falta de segurança. São furtos, roubos, ameaças e até mortes, tanto na região central como nos bairros. Um dos casos mais recentes, amplamente divulgado pela imprensa, foi o assassinato de Sandra Oliveira proprietária de casa lotérica, vítima de assalto. |
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| Pelo hipercentro de Belo Horizonte transitam cerca de um milhão 700 mil pessoas por dia, além dos cerca de 19 mil moradores. A maioria das empresas, sejam pequenas, médias ou grandes, mantém escritórios no centro. Os 57 bancos instalados na região também contribuem para a procura pelo hipercentro. Por ser uma área muito freqüentada, torna-se mais suscetível à ação dos marginais. Durante o ano passado, de acordo com balanço da Polícia Militar, foram mais de 12 mil crimes. Os maiores problemas são os furtos a transeuntes e a estabelecimentos comerciais, muitos deles com risco de vida.
Medidas urgentes Na avaliação do porta- voz da Associação dos Comerciantes do Hipercentro, Pedro Bacha, a situação requer medidas urgentes dos três níveis de governo. Segundo ele, a Prefeitura deveria retirar as minifeiras das ruas e organizar os camelôs. Locais muito tumultuados tiram a visibilidade, impedem a ação da polícia e facilitam a atuação e a fuga dos marginais, explica. De acordo com Pedro Bacha, ao governo do estado cabe aumentar o efetivo da PM. Ele comenta que a 6ª Companhia, que atua no hipercentro, já teve cerca de 400 policiais e, atualmente, conta com quase 260. Em contrapartida, aumentou a população que transita pelo local. A grande responsabilidade, na visão do comerciante, é do governo federal, a quem cabe o papel de instituir políticas sociais, principalmente para resolver o problema da migração. A falta de condições no campo enche os centros urbanos de homens e mulheres à procura de serviço que, não encontrando, acabam caindo na marginalidade, ressalta. A melhor proposta, segundo o porta- voz da Associação, é a Reforma Agrária. Somente assim teremos uma cidade melhor para se viver e para se trabalhar, conclui.
Comércio mais seguro Mas, enquanto os planos dos governos não saem do papel, o melhor a fazer é se precaver. Abaixo, algumas dicas de como o comerciário deve proceder no local de trabalho. Cobre, de seus patrões, a adoção de medidas que lhe garanta segurança;
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