Reforma Trabalhista

O Sindicato dos Comerciários de Belo Horizonte e Região tem realizado uma série de debates e participado das mobilizações nacionais contra as reformas da Previdência e trabalhista. Entendemos que nesse momento de grave crise que nosso  país atravessa, os trabalhadores têm que lutar mais, tem de estar mais unidos e organizados. Direitos históricos como a aposentadoria, a Previdência Pública e instrumentos de proteção dos direitos dos trabalhadores como a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) são alvo das reformas que têm como objetivo retirar dos trabalhadores para sustentar o lucro e a ganância do capital.

Para aprofundar o conhecimento e somar forças na luta, em 22 de maio, o Sindicato dos Comerciários de Belo Horizonte e Região, em parceria com o DIEESE, promoveu o debate com o tema “Modernização ou desproteção do trabalho?”.
O debate teve a participação de técnicos de Dieese e  da coordenadora Denise Romano; a diretoria do Sindicato dos Comerciários de BH e Região e os sindicalistas Claudio Ferreira (CSB); Paulo Henrique (CUT/Minas); Antônio da Costa Miranda (NCST); Leonardo (CTB); Paulo Roberto (presidente da UGT/Minas); Gerson Lima (Liga Operária) além de representantes sindicais e de associações de trabalhadores.

Frederico Melo, técnico do Dieese, expôs para os sindicalistas como a reforma proposta pelo governo ataca os direitos trabalhistas e dificulta o acesso a direitos previdenciários. Segundo ele, o projeto de Lei (PLC 38/2017), altera mais de 100 pontos da CLT, com o objetivo de reduzir as garantias institucionais e aumentar a autonomia das empresas nas relações de trabalho. Desse modo, desmonta toda a concepção e estrutura que fundamentaram o sistema de relações do trabalho no país desde 1930. ´Melo fez um comparativo do sistema de relações de trabalho vigente com o proposto e explicou que na nova proposta o trabalhador terá que negociar direitos básicos como jornada de trabalho, pagamento de hora extra e salários. Mudanças que vão alterar toda a rede de proteção social do trabalhador, influindo diretamente na questão da aposentadoria.

O presidente do Sindicato dos Comerciários de BH e Região, José Cloves Rodrigues, considera a proposta do governo “um retrocesso social num momento de agravamento do desemprego e de crise econômica, política e constitucional”. Para ele, cabe aos trabalhadores a luta e a defesa intransigente de direitos e conquistas asseguradas na CLT. “Temos que continuar as mobilizações. O governo e os grandes empreiteiros são os maiores devedores nacionais e querem que nós, trabalhadores, paguemos essa conta”, afirmou.