Maria Vicentina
Acredita não ter demanda para abertura 24 horas do comércio na região da Savassi.
Para ela, que trabalha há 9 anos na região, a tradição de funcionamento no comércio
local é diurno. À noite, a procura e o carro-chefe da Savassi fica por conta dos bares e
restaurantes, um dos segmentos vocacionais de Belo Horizonte. Avalia que a capital mineira
não espelha a realidade de grandes centros, onde tal proposta se faz necessária, a
exemplo de São Paulo, além de outras cidades turísticas. Avalia que aqui, essa
necessidade não se faz premente. |
Eliana Ribeiro
Comerciária da região da Savassi há 8 anos, avalia não haver essa necessidade. Remete
a inviabilidade ao problema de segurança, que é frágil e deficiente em todas as
regiões da cidade e aponta ainda o transporte coletivo como outro ponto dificultador,
quando o assunto é comércio 24 horas. Diz que a opção natural da população belo
horizontina pelo comércio à noite tem sido os Shoppings, quer pela segurança, como pela
facilidade de estacionamento. |
Afonsina Maria das Dores
Não é viável, porque a Savassi não tem clientes suficientes para
funcionar 24 horas. A proprietária alega que, pelo menos por enquanto, não existe tal
demanda. Explica que sua avaliação se baseia na experiência, que tem mostrado que o
comércio na região, aos sábados, a partir das 12 horas já entra em ritmo de
desaceleração crescente até às 13 horas horário esse, de fechamento dos
estabelecimentos no local. Ou seja, trabalhar 24 horas no atual cenário, sem gerar
retorno financeiro, não passa de uma incoerência. |
Máriam Delma Silva Cardoso
A proprietária é enfática em dizer que comércio 24 horas não é viável
na Savassi. Enumera os problemas: segurança, racionamento e crise econômica brasileira,
o que segundo ela, tem gerado retração nas vendas, e, conseqüentemente, redução no
faturamento e contenção de gastos. Não geraria mais emprego tal proposta e sim,
poderia sobrecarregar os funcionários hoje já contratados, além dos próprios
donos, conclui. |