Violência - um problema a ser combatido
Assim como em todo o País, a violência atingiu índices intoleráveis em Belo Horizonte: extrapolou o limite suportável e a tão decantada tranqüilidade da capital mineira ficou na história. A constatação pode ser comprovada pelos números. Desde a década de 90, os índices de criminalidade registrados na Capital e Região Metropolitana crescem significativamente.
No hipercentro de Belo Horizonte, por exemplo, a audácia dos ladrões e assaltantes, assim como a freqüência com que eles vêem atuando, têm assustado comerciantes, comerciários e clientes, comprometendo, inclusive, as vendas. Hoje, os consumidores estão amedrontados de ir às compras, seja no centro, seja em shopping center.
Diante deste quadro alarmante, fazem-se necessários investimentos urgentes em um melhor aparelhamento da polícia, profissionais mais bem treinados, um efetivo maior de policiais e na modernização de seus serviços de inteligência. Atrelada a isso, deve estar uma política econômica mais justa, que permita investimentos em questões sociais.
Importante ressaltar ser a criminalidade diretamente proporcional ao aumento da miséria. Também é líquido e certo que, em nações onde não há serviços de qualidade nas áreas de Saúde, Educação, Moradia, Lazer, bem como onde os índices de desemprego são recordes, a violência se instala, revelando-se forte e poderosa.
Por outro lado, faz-se primordial um combate rigoroso ao crime organizado, que estende seus tentáculos em todos os setores da sociedade: governamental, político, empresarial e, inclusive, nas polícias. Para tanto, deve-se acabar, de vez, com a impunidade, garantindo que todos os criminosos sejam presos e, acima de tudo, permaneçam na cadeia. E a regra deve valer para todos, sejam eles favelados ou ricos, anônimos ou famosos.
Se o problema é mundial, como muitos têm alardeado, cabe aos governantes brasileiros tomar providências, para fazer do País uma exceção, neste caso. A questão é premente e deve ser priorizada. Precisamos de estratégias realmente efetivas, para restabelecer uma nova ordem no País. É preciso dar um basta ao atual quadro de violência, onde, nós, cidadãos de bem, figuramos como reféns da bandidagem, do vandalismo e do crime de modo geral, que, a cada dia, aumenta seus requintes de crueldade.
E todo este processo passa por vontade política, companheiros. Assim, não podemos fechar os olhos à nossa parcela de culpa pela atual situação no País. Afinal, somos nós que elegemos os dirigentes brasileiros. Por isso, é bom lembrar que este é um ano eleitoral. Temos, aqui, que ressaltar a importância de que todos nós, comerciários e demais cidadãos brasileiros, votemos conscientes. Devemos conhecer a trajetória, posicionamentos e ações dos candidatos em quem depositaremos nosso voto de confiança, quer para o Executivo quer para o Legislativo. Do contrário, poderemos estar lamentando amanhã, como estamos fazendo agora.
Só assim, consegue-se emplacar dias melhores
no Brasil, onde reine a segurança, o crescimento e uma vida digna para todos. É preciso
virar esta trágica página da nossa história, para iniciar uma nova fase, num País mais
tranqüilo e justo.
Fevereiro/2002 |